Terça, 23 Janeiro 2018 11:49

Comunicador de Aquidauana segue lutando pela vida

Escrito por O Pantaneiro
Avalie este item
(0 votos)

A fragilidade da vida e os mistérios que envolvem o ato de viver na história de algumas pessoas encontram referências seguras na história do aquidauanense Alessandro Moreira dos Reis, 40 anos, casado, pai de 3 filhos, muito conhecido na região por conta de seu trabalho em mídia radiofônica. Ele foi, por exemplo, o coordenador do programa de Rádio das campanhas vitoriosas de Fauzi Suleiman a prefeitura de Aquidauana, e Gerson Serpa, em Nioaque. 

Então sempre sorridente e de bem com a vida, cristão praticante, sempre compartilhava com entusiasmo suas ideias. Até que, em 2013 descobriu que era portador de quatro patologias auto-imunes: síndrome de Jogren, Chung Strauss, vasculite granulomatose wegetener e artrite reumatoide, que já evoluiu para miopatia auto imune com quadriplegia. Se os nomes são desconhecidos por muitos, o que se passa no dia a dia de Alessandro dimensiona o seu drama: apresenta desnutrição aguda, constipação, convulsões, inflamação em todas as articulações e fortes dores, necessitando, para sobreviver, além de aplicações com Humina realizadas de 15 em 15 dias, de morfina, metadona e lírica, diariamente, além de se alimentar por uma sonda.

Alessandro emagreceu neste tempo de calvário 64 quilos. Em julho de 2017 colocaram uma sonda fixa no seu estômago, pelo abdômen, para que ele receba alimentação. No ano passado também foi colocada uma bomba de morfina, o que ameniza um pouco suas dores ultra-humanas. Hoje ele é dependente totalmente de cuidados para tudo. “São 24 horas de um olhar sobre ele”, destaca a esposa, Margiane Reis, lembrando uma rotina que envolve banhos, necessidades fisiológicas, aspiração do pulmão pelo menos 20 vezes por dia, inalação, fisioterapia, trabalho com fonoaudióloga e, mais recentemente, traqueostomia. “Cada dia é uma luta para sobreviver” diz.  E se não bastasse todo este quadro, um alimento imprescindível para Alessandro, o MAS, está em falta para distribuição pela prefeitura de Campo Grande, onde eles residem. São necessários 2 litros por dia deste alimento, ao custo de R$ 60/dia.

Margi prefere não citar a longa lista de medicamentos que são necessários para uso diário, todos controlados e com preços elevadíssimos, demandando um gasto mensal de R$ 5.500,00. Em 2017, com apoio de O Pantaneiro, amigos de Aquidauana fizeram uma grande mobilização, resultando em uma contribuição que atenuou o montante de gastos. Como o tratamento requer despesas permanentes, contudo, a situação, hoje, chega a margem do desespero. Daí um apelo para que sua luta pela vida não seja esquecida.  “Qualquer ajuda soma positivamente diante dos desafios permanentes que temos”, conclui Margi, citando como necessidades emergênciais o alimento citado, fraldas e recursos financeiros.

 

Referencia para Socorro:

Rua Mame Takayassu, 927, Telefone 99294-6915, Campo Grande, MS.

 

Conta Bancária:

Banco do Brasil

Agencia 2936-x / Conta Corrente 42864-7

Lido 151 vezes