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Se depender da previsão do tempo, o "bom e velho" guarda-chuva, acompanhado de um casaco, devem ser os companheiros dos sul-mato-grossenses esta semana. Neste domingo (18), houve chuva com ventos fortes que chegaram a 54 km/h em Itaquiraí e 51 km/h em Três Lagoas, de acordo com o meteorologista Natálio Abraão. O Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia) também emitiu um alerta, ressaltando nebulosidade no estado.

 

"As temperaturas não vão subir muito. Será uma semana de tempo fechado, com muita nebulosidade e umidade. A consequência é a chuva em alguns pontos mais, outros menos e a consequência é que o sol vai aparecer pouco. E, quando aparecer, não deve elevar muito as temperaturas. Estamos há exatamente um mês do início do outono e são esses os sintomas característicos", afirmou ao G1 o meteorologista.

 

Na segunda-feira (19), as pancadas estão previstas e temperaturas que variam entre 21º C e 28º C. Na terça (20), terá o maior volume esperado para a semana, com intensidade maior nas cidades que compreendem a região sul e sudoeste de Mato Grosso do Sul. Na quarta-feira (21), a nebulosidade diminui, porém ventos fortes e trovoadas são esperadas nas regiões centro e sul do estado. O fenômeno climático também traz queda na temperatura, tendo previsão de 19º C para a próxima quinta-feira (22).

 

"Na quinta-feira , poderemos ter uma mínima entre 16°C e 18°C em Ponta Porã. Será a menor temperatura do ano aqui no estado. Por outro lado, não teremos temperaturas mínimas muito baixas. Hoje, em Campo Grande, a máxima foi de 26°C, algo bem diferente dos últimos 7 dias que tivemos na cidade", avaliou o meteorologista.

 

O ano letivo nas escolas da rede estadual de ensino de Mato Grosso do Sul começou oficialmente na quinta-feira passada (15), mas para alunos de quatro cidades do estado, que estão em situação de emergência, por conta dos estragos provocados pelo excesso de chuva, o calendário escolar sofreu uma alteração. As aulas vão ter início somente nesta terça-feira (20).

 

O calendário para as cidades de Bela Vista, Inocência, Itaquiraí e Novo Horizonte do Sul foi publicado nesta segunda-feira (19), no Diário Oficial do estado. Estipula que o ano escolar terá 208 dias, sendo 204 letivos e quatro para exames finais.

 

Determina ainda que para o cumprimento dos dias letivos estão previstas aulas em 14 sábados, sendo o primeiro o já no dia 3 de março e o último em 8 de dezembro. O término do ano letivo nestas quatro cidades está previsto para 14 de dezembro.

Enquanto o projeto para reduzir as taxas cartorárias de Mato Grosso do Sul causa polêmica na Assembleia Legislativa por diminuir taxas para registro de imóveis e ao mesmo tempo aumentar a cobrança por serviços mais simples, os custos cartorários em MS chegam a ser 8 vezes mais caros que em outros estados.

 

Com o projeto do Tribunal de Justiça encaminhado aos deputados, uma escritura, por exemplo, que antes custava R$ 7.847 para um imóvel de R$ 300 mil, passará a custar R$ 6.030. Mas, apesar da diminuição, o valor ainda é muito maior que o praticado no o Paraná. Por lá, o mesmo serviço para imóvel com mesmo valor fica em apenas R$ 959,59.

 

Isso após a votação sobre o reajuste dos emolumentos, que ocorreu no final de 2017. Desde 1º de janeiro de 2018, os serviços extrajudiciais foram reajustados em 5,87%.

 

Serviços como o reconhecimento de firma simples custam R$ 4,19 no Estado vizinho e R$ 6,00 em MS atualmente. O testamento público custa R$ 386 no PR e R$ 592 no Estado. Caso o projeto seja aprovado, passará a custar R$ 735, quase o dobro do outro Estado.

 

‘Realidades divergentes’

O presidente da Anoreg-MS (Associação dos Notários e Registradores de Mato Grosso do Sul) Ricardo Kling Donini tenta defender a diferença de valores. “A realidade de Mato Grosso do Sul e daquele Estado divergem porque o volume de negócios lá, bem maior, permite a cobrança de taxas menores sem comprometimento da viabilidade econômica do sistema, o que ocorreria no MS. É a mesma situação do IPVA e do ICMS, que são mais caros no MS do que no PR e São Paulo”, argumenta.

 

A Anoreg-MS é a entidade que representa os donos de cartórios em Mato Grosso do Sul.

 

Donini destaca que o projeto corrige distorções na cobrança das escrituras. “Houve um reescalonamento, por exemplo, na faixa das escrituras que reduziu emolumentos em até 30% nas faixas de imóveis das classes C, D e E. Ou seja, quem compra um imóvel de 50, 100, 200, 300, 400, 500 mil está sim pagando mais barato pela nova proposta do Tribunal de Justiça comparado ao que paga hoje”. Os imóveis de valores mais altos tiveram aumento na cobrança.

 

Sobre as taxas que aumentaram, o presidente da Anoreg justifica o reajuste em razão da perda inflacionária acumulada de quatro anos. “O Tribunal de Justiça considerou para elaborar sua proposta o equilíbrio, recomposição e justiça tributários, sendo que nem de longe a proposta recuperou as perdas inflacionárias que os cartórios sofreram nos últimos anos”.

 

Para o consumidor

De acordo com o texto do projeto, se aprovado, os valores serão reajustados no início de cada ano pelo Corregedor de Justiça, levando-se em conta a variação da UFERMS. Antes, os valores mudavam de acordo com a mudança da UFERMS, feita geralmente bimestralmente.

 

O texto prevê mais faixas de descontos para programas modernos, ainda não inclusos na lei antiga, como Minha Casa Minha Vida, que foram acrescentados ao projeto, para que as taxas cobradas sejam menores.

 

Por exemplo, os registros do título aquisitivo e da averbação da construção serão de até 10% do salário mínimo para construções de até 60 metros quadrados; até 70 metros quadrados, será de 15% do mínimo e acima disso até 80 metros, de 20%.

 

Os valores para constituição do direito de superfície dos imóveis também serão drasticamente reduzidos caso o projeto seja aprovado e se torne Lei. Antes, imóveis de até R$ 5 mil pagavam o mesmo valor de até R$ 10 mil. Agora, o projeto prevê que esses proprietários paguem R$ 49 ao invés dos antigos R$ 87. Quem tem imóvel de até R$ 10 mil, entretanto, terá que pagar um pouco mais: R$ 104.

 

Acima de R$ 500 mil, o valor era de R$ 1.171. O valor passará a ser de R$ 3.144 e aumentará progressivamente, até imóveis com valores superiores a R$ 10 milhões, cujos donos terão que desembolsar R$ 9.333 pelo documento.

 

Para os cartórios

Antes, todos os notários deveriam destinar 5% do total para o repasse aos Poderes. Agora, quem arrecada menos que R$ 20 mil ao mês deverá repassar 2%.

 

Aos que arrecadam até R$ 49,9 mil, 4%; de R$ 50 mil a R$ 99,9 mil, 6%; de R$ 100 mil até R$ 249 mil, 75. De R$ 250 mil até R$ 499 mil, 8% e superior a R$ 500 mil ao mês, um repasse de 9%. Além disso, toda a taxa paga terá que ser descriminada ao consumidor sobre quanto do valor é repassado a todos os órgãos beneficiados.

 

Fica mantida também a clausula que cobra o acréscimo de 10% em guia própria a favor do FUNJECC (Fundo Especial Para Instalação, Desenvolvimento e Aperfeiçoamento das Atividades Dos Juizados Especiais Cíveis e Criminais de Campo Grande).

Segunda, 29 Janeiro 2018 12:31

Mulher com depressão desaparece no Bairro Alto

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Um homem de 41 anos procurou a Delegacia de Polícia de Aquidauana na noite de ontem (26) para comunicar o desaparecimento de sua esposa, de 49 anos, eu desapareceu por volta de 13h, após sair de casa com seu carro, no Bairro Alto.

De acordo com o boletim de ocorrência, há aproximadamente um ano ela sofre de depressão e já tentou se matar três ou quatro vezes. Na ocasião, ela teria saído com seu veículo Fiat Grand Siena, cor vermelha, sem dizer nada pra ninguém. Ela usava um vestido colorido e uma sandália.

Ainda conforme as informações cedidas pelo marido, ela não levou o seu aparelho celular, somente a bolsa, contendo documentos e cartões.

A Polícia Civil do município investiga o caso.

Foi prorrogado para 2 de fevereiro o prazo de atendimento para cadastramento biométrico no prédio da Fiems (Federação das Indústrias de Mato Grosso do Sul). Os três guichês funcionam das 8h às 17h, sem intervalo e do dia 22 a 26 de janeiro foram 630 pessoas atendidas. A Federação fica na Avenida Afonso Pena, nº 1206, bairro Amambaí.

Em Campo Grande são seis pontos fixos de atendimento até o dia 18 de março, quando acaba o prazo, porém, destes, três funcionam nos Fáceis, portanto somente com agendamento. Para dar celeridade à força-tarefa, o TRE-MS (Tribunal Regional Eleitoral de Mato Grosso do Sul) disponibiliza sistema de cadastramento itinerante.

Até o início de fevereiro, por exemplo, há postos de atendimento montados em escolas nas Moreninhas III e Jardim Aeroporto. Também há ponto da Justiça Eleitoral no Sebrae-MS, localizado na Avenida Mato Grosso nº 1661, das 8h às 16h30 de segunda à sexta.

 

Memorial da Cultura

No Memorial da Cultura Apolônio de Carvalho (antigo Fórum), localizado na Fernando Corrêa nº 559, o atendimento ocorre das 8h às 17 de segunda a sábado. São 80 guichês disponíveis todos os dias.

 

Parque dos Poderes

Na CAE (Central de Atendimento ao Eleitor), localizado no Parque dos Poderes na lateral do TRE-MS, o funcionamento é de segunda à sexta das 8h às 17h30. Aos sábados o funcionamento vai de 8h às 12h. Ao todo são 34 guichês disponíveis aos que chegam com ou sem agendamento.

 

Cijus

No Cijus (Centro Integrado de Justiça), que fica na rua 26 de Agosto com a Calógeras, o atendimento é preferencial. São oito guichês prontos para atender idosos, gestantes, lactantes e deficientes. O local possui elevador para cadeirantes e pessoas que não conseguem subir as escadas e funciona das 8h às 17h.

 

Fáceis

Fácil Aero Rancho (atendimento somente com agendamento)

Endereço: Avenida Marechal Deodoro, 2603, Aero Rancho

Horário atendimento: 8h às 14h​

 

Fácil General Osório (atendimento somente com agendamento)

Endereço: Rua Santo Ângelo, 51 - Coronel Antonino

Horário atendimento: 8h às 14h​

 

Fácil Guaicurus (atendimento somente com agendamento)

Endereço: Avenida Gury Marques, 5111 - Bairro Universitário

Horário atendimento: 8h às 14h

 

Bairros

Até o dia 2 de fevereiro haverá um ponto de atendimento na região das Moreninhas. Os eleitores podem ir até a Escola Estadual Professora Maria de Lourdes Widal Roma - Rua Anaca, nº 780, Moreninha III. São 500 senhas por dia, distribuídas das 8h às 17h30.

A fotocópia do documento pode ser tirada gratuitamente no local. Seis militares auxiliam nos trabalhos, sendo que 20 estão espalhados pelos pontos da cidade. São 10 guichês para atender a região, com reserva para preferencial.

No Jardim Aeroporto os eleitores podem procurar a escola Municipal Carlos Vilhalva Cristaldo, na Rua Pádua Gazal nº 13, até o dia 1º de fevereiro. O horário de funcionamento vai das 8h às 17h de segunda à sexta.

O eleitor deve levar original e cópia de um documento de identificação com foto e original do comprovante de endereço. Homens maiores de 18 anos, que irão tirar o título pela primeira vez, devem levar o original e cópia do comprovante de quitação do serviço militar.

Algumas escolas particulares de Campo Grande começaram nesta segunda-feira (29) o ano letivo. A volta às aulas é marcada por muita ansiedade e pelas expectativas dos estudantes, alguns por serem novatos nesses estabelecimentos de ensino e outros por terem pela frente rotinas intensas de estudo visando o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio).

Gabriel Victor Tocunaga Zambonini, 14 anos, caminhava de um lado para outro na calçada do Colégio Adventista da Capital, era evidente o nervosismo dele. Aluno novo na instituição, estava preocupado por ter se atrasado no primeiro dia.

“Mudei para essa escola porque alguns amigos da minha igreja estudam aqui. Eles têm entre 10 e 11 anos, da minha turma, não conheço ninguém”, disse ao Campo Grande News.

Ele estava esperando o pai trazer um documento que faltava para finalizar a matrícula dele e por isso não podia acessar a sala de aula. Gabriel já tem a carreira toda planejada: quer fazer agronomia para cuidar da fazenda da família. Este ano, como ainda está no primeiro ano do ensino médio, não pensa em fazer o Enem e vai se concentrar em sair bem nas provas e trabalhos.

A mãe dele, a empresária Sérgia Zambonini, foi acompanhá-lo no primeiro dia de aula. “Ele já estava nervoso e esse porém de chegar atrasado piorou ainda mais a situação dele”, afirma.

 

Decisivo

Júlia Foroni, 15 anos, estuda no Colégio Harmonia, que também inicia as aulas hoje. Ela ficou sem celular durante as férias e se emocionou ao reencontrar as coletas. Embora esteja no segundo ano do ensino médio, vai fazer o Enem para medir seu desempenho e isso a deixava bastante ansiosa.

“Meu pai tem investido muito em educação para mim e ainda tenho que decidir o que quero da minha vida”, diz. A jovem tem dúvidas se faz medicina ou economia, nesta última opção trilharia os caminhos do pai.

Deborah Pólvora, 15 anos, é novata no Harmonia. Ela vai começar o ensino médio este ano e trocou de escola pela qualidade do ensino, feito em turno integral. Assim ela acredita que terá mais chances de passar no Enem quando for o momento oportuno.

Muitas pessoas disseram a ela que os três últimos anos do ensino regular são difíceis. “Acho que vou conseguir me dar bem. Sempre gostei de estudar”, disse.

O pai dela, Enivaldo Pólvora, 57 anos, é advogado da União e apoiou a decisão da filha. “Ela escolheu mudar para essa escola porque tem o ensino bem mais puxado, além de ser bilíngue. Antes ela estudava somente a tarde, agora ela entra de manhã e estuda o dia inteiro. É bastante novidade para ela”, pontua.

Cotidiano – A maioria das escolas privadas retomam as aulas depois do carnaval, juntamente com as públicas. Mesmo assim, no entorno dos estabelecimentos que anteciparam o ano letivo o trânsito já ficou um pouco mais movimentado.

Dessa forma, os motoristas que trafegam por essas regiões devem tomar cuidado, já que nos horários de entrada e saída é grande o volumde de carros fazendo embarque e desembarque de estudantes.

A Construtora Maksoud Rahe e Tecfasa Brasil Soluções em Eficiência Energética são as empresas que vão assumir o Aquário do Pantanal, em Campo Grande. Os dois avisos de contratação, que somam R$ 38,7 milhões, foram divulgados nesta segunda-feira (29) no Diário Oficial do Estado.

Sem licitação, as contratações só foram possíveis diante de um acordo do Executivo estadual com o MPMS (Ministério Público de MS) e TCE (Tribunal de Contas).

A primeira empresa vai tocar a obra principal de conclusão por R$ 27.569.534,83 e, a segunda, responsável por serviços remanescentes do sistema de suporte à vida do Aquário, terá um contrato de R$ 11.204.906,11.

As duas empresas constam com sede em Campo Grande, de acordo com pesquisa na internet. O prazo para o término da obra deve ser de dez meses após a assinatura do contrato, portanto ainda em 2018.

Esse valor estipulado no acordo, e que já está em caixa, prevê apenas as áreas abertas à visitação. Isso quer dizer que os laboratórios e demais setores de pesquisa devem demorar mais para ficarem prontos. Se fosse incluir todos os detalhes do projeto inicial, governo teria de desembolsar R$ 60 milhões.

Histórico - Inicialmente orçada em R$ 84 milhões, o Aquário já teve seu custo final estimado em cerca de R$ 230 milhões. A obra foi subempreitada em 2014 para a Proteco – investigada na Operação Lama Asfáltica – e, dois anos depois, reassumida pela Egelte Engenharia, a vencedora a licitação.

Depois de várias paralisações, o governo rompeu em 22 de novembro de 2017 o contrato com a Egelte, porque o valor inicial da obra já havia sido aditado em 25% (limite previsto em licitações). A segunda colocada na licitação, Travassos e Azevedo, recusou assumir o serviço.

O governo anunciou no fim de 2017 ter R$ 37 milhões para concluir o Aquário do Pantanal. Para não deixar o projeto inconcluso, o governo estadual adaptou o projeto original, cortando custos.

A abertura de empresas em Mato Grosso do Sul teve, em 2017, o melhor resultado dos últimos dois anos. Foram 6.046 unidades constituídas entre janeiro e dezembro do ano passado, sendo 296 a mais que em 2016.

Os números de 2017 e a série histórica desde 2006 são da Jucems (Junta Comercial de Mato Grosso do Sul), órgão vinculado a Secretaria de Meio Ambiente, Desenvolvimento Econômico, Produção e Agricultura Familiar (Semagro).

Os números do ano passado também representam a primeira alta após três anos consecutivos de queda na abertura de empresas no Estado. O presidente da Jucems, Augusto César de Castro, explica que apesar de devagar é possível constatar a tendência de recuperação da economia e seus resultados.

Também cresceu em 2017 a quantia de filiais constituídas, foram 1.162 contra 1.132 em 2016 e 1.046 em 2015. “Quando há abertura de novas filiais é sinal de que os empresários estão mais confiantes na economia e por isso decidem expandir. Geralmente são empresas de porte maior, que geram emprego e renda e dinamizam a economia”, afirma Augusto.

O número de empresas extintas cresceu 10% em 2017, passando de 2.670 para 2.937. O presidente da Jucems explica que o aumento desta categoria está ligado a Lei Complementar nº 147/2014, em vigor desde 2015, e que possibilita ao empresário extinguir sua empresa já fechada sem ter que quitar dívidas trabalhistas.

“Desde que a lei entrou em vigor o número de empresas extintas tem crescido, isso por que muitas pessoas só souberam disso no ano passado e aproveitaram para regularizar a situação. Neste caso a dívida sai do CNPJ e passa para o CPF do empresário”, explica ele sobre o aumento crescente nesta área.

Terça, 23 Janeiro 2018 11:49

Comunicador de Aquidauana segue lutando pela vida

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A fragilidade da vida e os mistérios que envolvem o ato de viver na história de algumas pessoas encontram referências seguras na história do aquidauanense Alessandro Moreira dos Reis, 40 anos, casado, pai de 3 filhos, muito conhecido na região por conta de seu trabalho em mídia radiofônica. Ele foi, por exemplo, o coordenador do programa de Rádio das campanhas vitoriosas de Fauzi Suleiman a prefeitura de Aquidauana, e Gerson Serpa, em Nioaque. 

Então sempre sorridente e de bem com a vida, cristão praticante, sempre compartilhava com entusiasmo suas ideias. Até que, em 2013 descobriu que era portador de quatro patologias auto-imunes: síndrome de Jogren, Chung Strauss, vasculite granulomatose wegetener e artrite reumatoide, que já evoluiu para miopatia auto imune com quadriplegia. Se os nomes são desconhecidos por muitos, o que se passa no dia a dia de Alessandro dimensiona o seu drama: apresenta desnutrição aguda, constipação, convulsões, inflamação em todas as articulações e fortes dores, necessitando, para sobreviver, além de aplicações com Humina realizadas de 15 em 15 dias, de morfina, metadona e lírica, diariamente, além de se alimentar por uma sonda.

Alessandro emagreceu neste tempo de calvário 64 quilos. Em julho de 2017 colocaram uma sonda fixa no seu estômago, pelo abdômen, para que ele receba alimentação. No ano passado também foi colocada uma bomba de morfina, o que ameniza um pouco suas dores ultra-humanas. Hoje ele é dependente totalmente de cuidados para tudo. “São 24 horas de um olhar sobre ele”, destaca a esposa, Margiane Reis, lembrando uma rotina que envolve banhos, necessidades fisiológicas, aspiração do pulmão pelo menos 20 vezes por dia, inalação, fisioterapia, trabalho com fonoaudióloga e, mais recentemente, traqueostomia. “Cada dia é uma luta para sobreviver” diz.  E se não bastasse todo este quadro, um alimento imprescindível para Alessandro, o MAS, está em falta para distribuição pela prefeitura de Campo Grande, onde eles residem. São necessários 2 litros por dia deste alimento, ao custo de R$ 60/dia.

Margi prefere não citar a longa lista de medicamentos que são necessários para uso diário, todos controlados e com preços elevadíssimos, demandando um gasto mensal de R$ 5.500,00. Em 2017, com apoio de O Pantaneiro, amigos de Aquidauana fizeram uma grande mobilização, resultando em uma contribuição que atenuou o montante de gastos. Como o tratamento requer despesas permanentes, contudo, a situação, hoje, chega a margem do desespero. Daí um apelo para que sua luta pela vida não seja esquecida.  “Qualquer ajuda soma positivamente diante dos desafios permanentes que temos”, conclui Margi, citando como necessidades emergênciais o alimento citado, fraldas e recursos financeiros.

 

Referencia para Socorro:

Rua Mame Takayassu, 927, Telefone 99294-6915, Campo Grande, MS.

 

Conta Bancária:

Banco do Brasil

Agencia 2936-x / Conta Corrente 42864-7

O número de pessoas picadas por escorpião em Campo Grande cresceu nos últimos três anos. Segundo o Civitox (Centro Integrado de Vigilância Toxicológica), somente em 2017 foram 211 pessoas feridas pelo aracnídeo na cidade, todas elas receberam socorro em tempo hábil de recuperar-se.

Embora não exista mapeamento sobre os locais onde a maior parte desses incidentes aconteceram, sabe-se que a região centro-sul da Capital tem a maior presença desses animais segundo a farmacêutica do Civitox, Flavia Luiza Almeida Lopes. Um exemplo é o Buriti, onde terrenos baldios com acúmulo de lixo e entulho em várias ruas fazem com que a praga seja permanente. Foi nesse bairro onde a empresária Gyovanna Carolina Borges foi picada por um escorpião no último domingo.

O aracnídeo havia sorrateiramente entrado dentro de uma calça e quando ela foi vesti-la, sentiu a ferroada. “Em segundos estava com uma dor insuportável e não conseguia ficar em pé. Foi quando tirei a peça de roupa correndo e vi que se tratava de um escorpião. Meu irmão matou, colocou dentro de um potinho e fomos para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento)”, relata.

Gyovanna conta que ao chegar à unidade de saúde já estava sem ar. “Era uma dor indescritível. Achei que ia morrer. Sentia como se minha perna estivesse em carne viva”, lembra a empresária.

 

Medo constante – A professora Angelica Loureiro, 45 anos, mora no Buriti e costuma tomar alguns cuidados caseiros para evitar escorpiões na residência, como jogar água sanitária e produtos de limpeza concentrados nos ralos.

Porém, ela ficou dez dias fora e ao voltar, encontrou o imóvel infestado.

“No sábado estávamos em frente de casa e meu marido foi ao banheiro. Quando ele estava saindo, viu um encostado na porta”, relata.

Ketelyn Duarte, 20 anos, trabalha como tosadora de animais em um pet shop no Buriti. Nas últimas semanas quatro escorpiões apareceram no local. “Eles vêm do ralo onde nós jogamos sujeira e a água após os banhos dos cães.

 

Medidas – Flávia orienta a população a comunicar imediatamente o serviço municipal de controle de vetores e animais peçonhentos ao encontrar escorpiões dentro de casa. O animal poderá ser capturado, identificado e encaminhado, pelo serviço municipal, para o Civitox para classificação do gênero e espécie.

“Ensine as crianças para que, caso encontrem um desses animais, chamem um adulto. Se a pessoa for picada, recomendamos que não amarre, não corte, não chupe, não jogue substâncias químicas no local. Evite a automedicação, mantenha-se calmo, deixe o membro picado elevado, procure atendimento médico emergencial e, se for possível, capture previamente o animal, levando-o com segurança. A evolução dos sintomas pode ocorrer rapidamente”, afirma a farmacêutica.

Alguns cuidados podem ser tomados como precaução, como manter terrenos baldios limpos, colocar barreiras de proteção nas soleiras das portas, nivelar pisos e paredes para eliminar frestas, manter as caixas de gordura e energia elétrica organizadas e em bom estado de manutenção, deixar lixeiras sempre tampadas e com sacos plásticos, procurar ir sempre calçado ao banheiro e tomar banho de chinelo, tampar ralos e pias após o uso, guardar calçados em local apropriado e olhar dentro deles sempre antes de calçá-los e não deixar as roupas de cama encostadas no chão ou nas paredes.

 “Sugerimos, para a população que, se necessário, realize o controle da oferta de alimento do escorpião, ou seja, o controle de baratas e outros insetos, com produtos cujas apresentações comerciais sejam mais seguras, ou chame um profissional para realizar o controle. Recomendamos que as pessoas alérgicas evitem manusear pesticidas. Relembramos que os escorpiões podem ficar irritados ao contato com produtos químicos, podendo sair do local onde estão abrigados e gerar acidentes”, diz Flávia.

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